quinta-feira, 15 de julho de 2010

Nessa manhã olhei pela janela
Despertei agarrado no sono
mas impelido pelo desejo
não te vi passar

Nessa tarde olhei pela janela
Atormentado pela fome
sedento pelas palavras
não te vi passar

No crepúsculo olhei pela janela
Com o corpo exaurido procurei repouso
nos seus suspiros, fôlego
não te vi passar

Nessa noite olhei pela janela
com as pálpebras pesando sobre os olhos
e ausência pesando sobre o coração
não te vi passar

Pela madrugada olho pela janela
O sono flertando comigo, já me rendo a fornicar
mas o desejo me impele.. e sussurro pela janela
não te vejo passar

Mas quem sabe no amanhã poderei sim te encontrar.

saulo

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